SHOW: Alarde lança Meu Nome é Segredo no SESC TAUBATÉ

Banda Alarde, referência do rock independente no Vale, lança quarto disco com som arejado e desabafo poético

FONTE: CULTURAL PRESS

“Meu Nome É Segredo” tem pegada pop sem perder a essência setentista do grupo; show gratuito é sexta (16/01), às 20h, com participação especial do trompetista joseense Rafael Jarcem

 É na palavra honesta que traduz a experiência concreta da existência humana que reside a força do quarteto Alarde no álbum "Meu Nome É Segredo", o quarto da carreira, que será lançado no Sesc Taubaté, neste dia 16 (sex.), em show gratuito às 20h na marquise, com participação especial do trompetista Rafael Jarcem (banda Skaya). No novo trabalho, o peso das guitarras, bateria e baixo do grupo, referência no rock alternativo do Vale do Paraíba e com pé em São Paulo, é sustentado por uma estética arejada, com profundidade poética de quem sente e pensa o mundo, não só lhe assiste.

Assistir a este show, inclusive, é olhar para dentro a partir da escuta da voz cortante de Luiz Silva, vocalista e letrista da banda, que externa o que de mais íntimo move o nosso ser: a perspectiva de mudança diante da inconsistência humana. É um disco dinâmico que, em nove músicas, confronta realidades e vivências em crise com ideias sobre cura e desapego a partir de redescobertas e renascimentos que, sim(!), ainda se amparam em sentimentos que projetam dias melhores.

“É um som com poesia e humanismo, por vezes quase espiritual, mas nada nostálgico; ele olha para a frente. É expansão da nossa sonoridade ao campo da música brasileira, nos retirando um pouco do underground progressivo, com fresta maior ao pop, mas sem perder identidade jamais”, diz Silva.

Conhecida por um repertório mais ruidoso e psicodélico, a banda –completada pelo baterista Rodrigo Silva, o baixista Marcelo Sanches e o guitarrista Rodrigo Mazza– contou com a expertise do produtor Sergio Fouad, de São Paulo, para chegar ao ponto. “Gosto muito deste disco. Alarde tem uma vibe bem anos 1970, até nos equipamentos vintage que usa. Traz mensagem boa, do cotidiano, e de repente manda aquele soco sonoro! Não quis mexer nisso nem incluir instrumentos”, diz Fouad, que já produziu e gravou nomes da música nacional que vão de Djavan e Gilberto Gil a Samuel Rosa, Frejat e Titãs. “Apenas ajustei vocais e tempo das músicas, para serem assimiladas com facilidade. ”

 A faixa “Crise Moral”, por exemplo, ficou com 1:30 minuto. “Era suficiente, pois já dizia tudo. O disco às vezes pede este elemento que termina no auge! ”, explica o produtor. A mais longa das músicas ficou com 3:19 minutos: “Universo É Nosso”, que tem letra das mais densas do novo trabalho, com a abertura mandando, logo de cara, a ideia de que “o real sentido é não fazer sentido”.

São faixas, as nove, já disponíveis em plataformas digitais e que deixam grudadas na mente frases musicais ou poéticas de impacto, como, neste último caso, “até para desistir precisa ter coragem” (de “Canção da Viagem”), ou “no fim, amar é deixar ir” (de “Meu Nome É Segredo”, que já tem videoclipe no YouTube, no canal @alardeoficial), entre tantas outras imersões no mais profundo sentir contemporâneo enquanto se “insiste em não morrer” (como diz a sincera “Sigo em Contradição”).

“Quem conhece a banda sabe que as letras são pura verdade; são o que eles vivem e acreditam”, diz Rafael Jarcem, trompetista da banda taubateana Skaya, e também DJ, que dará um sopro de improviso com delay a algumas canções do show, como convidado.

PARTICIPAÇÃO ESPACIAL

Jarcem, que já experimentou informalmente algumas sessões com a banda, vai subir ao palco do Sesc Taubaté para, enfim, apresentar a parceria em estilo livre. “Misturar o trompete com o rock deles é muito interessante. Meu som não fica exatamente como base; ele funciona como solo, às vezes, ou alguma coisa mais espacial, para dar ambiência e textura dentro da música. É só uma camada, sem roubar destaque”, adianta o músico, que diz gostar muito de “Oitoitenta”, do primeiro disco do Alarde.

Aos fãs de longa data, a boa notícia é que o hit estará no repertório do grupo, que aproveita o lançamento do próximo dia 16 para reviver sucessos de trabalhos anteriores. “Amarelo Chá”, do mesmo “Oitoitenta” (2009), “Faca”, do disco “Abismo ao Redor” (2014), e “As Crianças Dançam”, do álbum “Destruir o Ego” (2019), são algumas garantias além das novas, estas com vocais renovados.

“Para o álbum atual, trabalhamos técnicas e mudanças melódicas que arredondaram a voz do Luiz a uma interpretação mais consciente, pois há registros falados, cantados e gritados. Estas nuances são a beleza do repertório: junto à rouquidão natural dele, tudo fica fluido”, diz Mariel Bolzan Motta, preparadora vocal de Luiz Silva para o lançamento. “E é disso que estamos precisando agora, na nossa música: de discos mais orgânicos, como é este da banda Alarde”, completa Fouad.

“Meu Nome É Segredo” foi gravado em parte no estúdio Midas Music, em São Paulo, e finalizado no estúdio Rei Lagarto, em São José dos Campos. É Alarde na alma!

“Com certeza quem for ao show do ‘Meu Nome É Segredo’ vai gostar de todas as camadas, todas as nuances deste som. Desde as letras até os riffs de guitarra, os punches do baixo, tudo está no devido lugar! Alarde é quarteto muito talentoso, com muito repertório! Os caras são bons mesmo, esta é a verdade! ” (Rafael Jarcem, DJ e trompetista da banda Skaya)

SERVIÇO - ALARDE “MEU NOME É SEGREDO”

ONDE? Sesc Taubaté - gratuito - livre

Dia - 16/01 (sex.)

Horário - às 20h, entrada franca.

ENDEREÇO - Sesc Taubaté (av. Engenheiro Milton de Alvarenga Peixoto, 1.264, Esplanada Santa Terezinha, Taubaté-SP).

Bar local.

Na marquise (palco externo; gramado sem assentos).

Sem retirada de ingressos antecipada.

Classificação etária livre.

Grátis.

 

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