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Todos estão no box depois da correria 

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O ano de 2018 está definhando, não muito lentamente, haja vista o desejo de muitos, se não todos, de um tempo melhor pela frente. Foi um ano de apreensão, muitas viradas, nem todas culturais, mas muitas consumindo a reserva emocional de tanta gente.

A tecnologia de ponta trouxe, para a ponta dos tempos, estímulo para páginas da história serem viradas mais vorazmente, em busca de informação atualizada para os olhos do povo.

Ano de correria, para seduzir pessoas, propor (algumas vezes até forçadamente) mudança de preferências ou comportamentos enquanto posicionamento político.

Mais um ano de promessas, na maioria por parte daqueles que se dizem defensores do povo, batalhadores por melhor qualidade de vida.

Ano de intensa correria mesmo. Em busca de interesses e resultados positivos.

Tempo em que canetas e carimbos se misturavam, tentando chegar na frente para se aporem nos papéis de apresentação e protocolar (ou protocolizar, como queiram!”) documentos, pedidos, projetos. Principalmente os de lei, elaborados como moeda de troca durante campanha política.

Foi assim, em muitas localidades despertadas, politicamente (correto ou não) para a possibilidade de obterem a titularidade como MIT – Município de Interesse Turístico, buscando garantir um aporte financeiro atualmente estabelecido em R$ 550 mil para promoção e desenvolvimento do turismo.

MIT, o que é?

Município de Interesse Turístico. O site oficial da Secretaria de Estado do Turismo informa que:

Em 07/04/2015, o Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), aprovou por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição 11/2013, que foi encaminhada pelo Governador Geraldo Alckmin, que dá nova redação ao artigo 146, que tem o objetivo de ampliar o número de municípios beneficiários dos recursos vinculados ao Fundo de Melhoria das Estâncias. Dessa forma, o Estado de São Paulo amplia a abrangência de políticas públicas para o desenvolvimento do turismo no Estado através de um fundo constitucional. Na prática, esta iniciativa do Executivo institui que 140 municípios serão de interesse turístico. Todos os municípios, excetos as Estâncias já existentes, concorrerão a esse grupo, e para participar desse time, os municípios deverão preencher alguns critérios como potencial turístico, Conselho Municipal de Turismo, serviço médico emergencial, infraestrutura básica, Plano diretor de turismo e expressivos atrativos turísticos. A emenda à Constituição aprovada pela ALESP representa uma enorme conquista para o turismo que é a segunda economia no mundo e também no Brasil”.

Resumindo: É uma forma de melhor canalizar, pelo menos teoricamente, recursos destinados ao Turismo. Ao nosso entender, recursos do ou para o Turismo não podem servir de ferramenta para ações eleitoreiras. Infelizmente, a visão de muitos gestores, em acordo com legisladores estaduais, não contemplou, em 2018, essa prioridade. Buscaram, no caso, movimentar os diversos setores interessados em promover o Turismo local para, em ritmo de Fórmula 1, participarem da elaboração do indispensável PDT – Plano Diretor de Turismo, apadrinhado por um deputado estadual e apresentado para tentativa de aprovação em plenário da ALESP.

A correria intensa foi até o domingo de eleições… A partir daí, quem teve tempo de protocolar, por meio de seu deputado padrinho, um Projeto de Lei na Secretaria da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, passou a aguardar “ansiosamente” a sanção governamental e ganhar o pleiteado título de MIT.

Parou a correriaPrincipalmente dos deputados padrinhos que se reelegeram.

Imaginem os não reeleitos! Estes somente terão, em teoria, até o final do ano, para desenvolver algum tipo de ação reivindicando definições. Os que voltam a ocupar cadeira por mais 4 anos, terão esse mesmo tempo para defender os projetos ainda não sancionados, caso se amplie o número para 210.

GTMIT

É o Grupo Técnico de Trabalho, da SETUR, responsável em analisar o PDT de cada município, reunindo-se a cada semana. A análise é rigorosa e essencialmente técnica, seguindo a ordem de chegada dos Planos Diretores de Turismo. Em havendo qualquer dúvida, irregularidade ou inconsistência, os PDTs podem ser pré-aprovados, aguardando complementação; devolvidos, para recomposição e melhor completados ou reprovados totalmente.

Item indispensável para a avaliação de um PDT é a composição e o detalhamento de como se comporta o COMTUR do município candidato a MIT. Esse detalhe pode fazer grande diferença, no relatório final do GTMIT.

Um COMTUR que funcione

O site da Secretaria de Turismo, tem um capítulo que define a importância do COMTUR – Conselho Municipal do Turismo, para a constituição de um PDT. Vejamos o que diz o texto publicado pela SETUR, destacando que os “negritos” são de nossa redação:

Os Conselhos de Turismo devem ser principalmente consultivos e deliberativos. Como consultivos têm responsabilidade de julgar e discutir os assuntos que lhes forem apresentados e, assim, tem função opinativa. Já como Conselhos deliberativos têm o poder de propor e deliberar políticas em sua área, principalmente sobre os projetos a serem submetidos conforme a Lei Estadual Complementar 1.261/2015. Os Conselhos Municipais de Turismo, consultivos e deliberativos, tem o papel de discutir, promover e formular propostas de ação para o desenvolvimento do turismo municipal. Sendo assim, o Conselho tem o poder de sugerir e definir propostas, que são repassadas para o Prefeito que, por sua vez, estudará o modo de viabilidade da implantação.

SETORES:

Os Conselhos deverão contar com lideranças dos segmentos relacionados ao turismo do município, direta ou indiretamente, indicados por eles mesmos, os quais, geralmente, são representados por: Agentes de Viagens; Gestores de Estabelecimentos de Alimentação; de Meios de Hospedagem; de Atrativos e demais Equipamentos e Serviços Turísticos; Produtores Rurais; Artesãos; Artistas; Promotores de Eventos; Empresários da noite; Transportadores Turístico; Urbanistas; Historiadores; Marqueteiros; Ecologistas; Ambientalistas; Turismólogos; Guias de Turismo; Faculdades ou Escolas Técnicas de Turismo ou de Gastronomia; Jornalistas; Associação Comercial; Clube de Lojistas; Conventions; e ONGs relativas a Turismo, Cultura ou Meio Ambiente. E, não precisa necessariamente haver uma associação ou sindicato para compor o COMTUR. Qualquer desses segmentos, de alguma forma ligados ao turismo, poderá se reunir e indicar os seus representantes, titular e suplente.

PREFEITURA

Da parte do Poder Público o Prefeito deverá indicar ao menos os representantes dos segmentos de: Turismo, Cultura, Meio Ambiente e Educação (itens obrigatórios pela Lei Estadual complementar 1.261/2015), e a Câmara Municipal poderá indicar o seu representante para compor o COMTUR sempre, porém, com o total do Poder Público não ultrapassando o limite de um terço. Não serão as Secretarias as representadas, mas sim os funcionários que cuidam daqueles segmentos Podem fazer do Conselho de Turismo o Delegado de Polícia Civil, a Polícia Militar e representantes do Estado, desde que não tenham direito a voto.

Considerando o turismo uma área multidisciplinar, os membros do Conselho Municipal de Turismo, quando estiver em pauta assuntos específicos, podem convocar representantes de outras áreas, como lazer, esporte, trânsito, etc, sempre que houver assuntos das respectivas matérias, para informar e opinar sem direito a voto.

ORIGEM DOS RECURSOS

Os recursos financeiros dos fundos podem ter origem pública e/ou privada. Dentre alguns exemplos para obtenção dos recursos estão: tarifação de atrativos ou eventos turísticos, percentual de vendas de estabelecimentos de hospedagem ou alimentação, vouchers de agências de turismo receptivo, variando de acordo com os principais produtos turísticos do município, mas respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e as normas e regulamentos municipais. É importante destacar que o Fundo Municipal de Turismo para ser viável e eficiente deve ser criado depois que o Conselho Municipal de Turismo estiver muito bem consolidado, com seus atores engajados e participantes das ações propostas. Assim, sugere-se que ele seja criado ao menos um ano após a criação do Conselho.

O que é um Fundo Municipal? Os Conselhos podem ter fundos a eles vinculados, que fornecem maior agilidade e autonomia na gestão. No entanto, a complexidade do seu trabalho é maior, o que torna indispensável preparar os conselheiros para lidar com os recursos financeiros e prover os Conselhos de corpo técnico qualificado para gestão dos fundos.

FINALIDADE

Qual a finalidade do Conselho Municipal de Turismo? Coordenar, incentivar, promover e executar ações pertinentes ao desenvolvimento do turismo dentro do município; Estudar e propor à Administração Municipal medidas de difusão e amparo ao turismo, em colaboração com Órgãos e Entidades Oficiais; Sugerir e orientar à Administração Municipal ações relacionadas à criação e preservação dos pontos turísticos do município;

Promover junto às entidades de classe campanhas no sentido de se incrementar o turismo no município; Agregar o maior número de Entidades de cada segmento para trabalharem em conjunto na divulgação e promoção do turismo no município; Captar recursos para os programas, projetos e ações para as atividades turísticas; Desenvolver ações e campanhas de conscientização turística para a população em geral”. (Extraído do site da SETUR SP)

Como fica o quadro dos MIT

Conforme a Lei, 140 é o número máximo inicial autorizado. Há um movimento, ou pelo menos havia, por parte dos parlamentares, para se alcançar a casa dos 210 MIT. Ainda não definida a situação, vale o total inicial de 140, já definido. Em consulta ao site da SETUR, a posição mais atual nos mostra um quadro pelo qual se pode verificar o grande número de PDTs nas 3 situações citadas: pré-aprovados, devolvidos ou reprovados.

Devido a estar completo o quadro dos 140 MIT, o Grupo de Análise passará, agora, a realizar o ranqueamento dos municípios já contemplados.

E quem está no “box”?

Os municípios que tiveram padrinhos políticos para se candidatarem a MIT e conseguiram encaminhamento do PDT para o GTMIT precisarão aguardar, na fila, a avaliação deste.

PINDAMONHANGABA, COMO ESTÁ NESTE CENÁRIO?

Assim: seu PDT foi objeto do Projeto de Lei 288/2017, publicado no Diário da Assembleia em 11 de maio do mesmo ano. Nesta página, estão: a íntegra do Projeto de Lei e o Plano Diretor de Turismo de Pindamonhangaba, com os devidos registros de tramitação e anexos.

A tramitação está assim, conforme informações constantes na referida página linkada acima e a seguir por nós comentada:

reprodução

Dos municípios que aguardam parecer técnico, Pindamonhangaba é a 66ª colocada, de um total de 95 cidades na expectativa. Na fila, à frente de Pindamonhangaba, 65 municípios, os quais tiveram seus PDTs encaminhados para o GTMIT desde abril de 2018. O de Pinda chegou lá em 22 de junho de 2018. Não é considerada a data de apresentação do projeto à Mesa da Assembleia e, sim, a de chegada ao GTMIT.

Usando uma projeção bastante otimista, antes de junho de 2019 nada acontece de positivo para a cidade ganhar o título de MIT. Precisaria, primeiro, a aprovação da proposta de ampliação para o número de 140 para 210 MIT e, ainda, torcer para todos os municípios que figuram na fila, antes de Pindamonhangaba, serem aprovados ou recusados, o que daria mais chances a Pinda.

Depois, voltando para a Assembleia Legislativa, os projetos seriam alvo de discussão, votação e aprovação (ou não…). Os aprovados seguem para sanção (ou não…) do Governador do Estado.

Nisso, as chances para Pinda, considerando a ampliação do total de MIT para 210 (mais 70), seriam, pelo menos, de 1 (a própria dela) e mais 4 posteriores, que correm no mesmo páreo dos 70.

Em síntese, até agora a correria foi muita, para pouco resultado efetivo enquanto obtenção do MIT. Se serviu para angariar votos, quem se deu bem foram os políticos que tiveram os PDTs patrocinados e aprovados. Talvez isto lhes tenha dado algum gás para reelegerem-se.

Em contraposição, há uma turma que ficou sem cadeira na próxima legislatura, sem MIT aprovado…

O que isso quer dizer?

Simples: muitos fazem de tudo para evidenciar seu nome, não se importando com os reais resultados benéficos à comunidade. Tanto candidatos como gestores e comissionados

Para refletir, em tempos de final de ano.

É a minha opinião.

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista profissional, Mtb36001.

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EDITORIAL: Energia limpa mais acessível

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EDITORIAL: Energia limpa mais acessível

Algumas vezes o empreendedor já bastante experiente ou, até, o que inicia uma caminha pelos espaços do próprio comércio ou prestação de serviços, se depara com alguns aparentes riscos na formatação dos seus custos, haja vista a oscilação no mercado fornecedor de insumos necessários para sua atividade ser, efetivamente, bem desenvolvida.

Como temos muitos amigos e parceiros que atuam no trade turístico, e esse é um segmento das atividades econômicas em destaque e em alta, publicamos, a seguir, o inteiro teor de uma nota distribuída pela concessionária dos serviços de eletricidade em algumas regiões do Estado de São Paulo.

Por meio dessa nota é possível verificar que a empresa se insere, decididamente, no campo dos ofertantes de serviços e tecnologia no intuito, logicamente, de conquistar novos segmentos e contribuir para o progresso dos clientes alvo.

Os nossos cumprimentos à EDP Smart e ao Santander, que soma sua marca nessa importante parceria.

O teor pleno da nota é o seguinte:

EDP Smart e Santander lançam financiamento para aquisição de sistemas de energia solar

Compra de painéis fotovoltaicos pode ser feita por consumidores residenciais e pequenos negócios, clientes do banco ou não, com juros a partir de 0,79% e pagamento em até 60 vezes; contratação é realizada pelo site edpsmart.com.br/residencias/solar

São Paulo, outubro de 2019 – A EDP Smart, divisão que reúne o portfólio de soluções em energia da EDP, e a Santander Financiamentos, fecharam uma parceria para oferecer aos clientes da companhia de energia uma linha de crédito específica para aquisição de painéis e sistemas fotovoltaicos. Com taxas a partir de 0,79% ao mês e prazo de até 60 meses, o financiamento está disponível para consumidores residenciais e pequenos negócios, correntistas do banco ou não, nas áreas de concessão da EDP em São Paulo e no Espírito Santo

No site edpsmart.com.br/residencias/solar, um simulador aponta a economia mensal estimada com o sistema solar, o número de módulos necessários para atender o consumo de energia do cliente, além do valor e tempo de retorno do investimento.  As transações serão 100% digitais, feitas de maneira simples e ágil. A oferta será ampliada para as demais regiões do Brasil, de acordo com a estratégia de expansão da EDP.

A análise de crédito do cliente que solicitar o financiamento do sistema fotovoltaico leva em conta fatores como risco de crédito e o seu relacionamento com o banco. Após a aprovação do financiamento, a EDP envia um técnico até o cliente para estudar o local de implantação e desenvolver o projeto. A instalação é feita em até 30 dias úteis, considerando um projeto residencial de até 12 kWp. A EDP fica responsável pela implantação e operação do sistema, cuja vida útil é de 25 anos.

O sistema de geração distribuída permite que o cliente gere sua própria energia, limpa e renovável, e “devolva” o excedente para a rede de distribuição nos horários de não utilização, além de poder contar com o sistema da concessionária quando necessitar. Os resultados para o usuário são visíveis na conta de energia elétrica, que, inclusive, fica protegida contra as variações tarifárias.

“O Brasil superou recentemente a marca de 1 GW de capacidade instalada de geração distribuída, dado que reforça a importância do setor para a Companhia. Queremos oferecer aos consumidores a possibilidade de adquirir painéis solares com facilidade e rapidez, como a parceria entre EDP Smart e Santander Financiamentos proporciona”, destaca Carlos Andrade, vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da EDP Brasil.

Na avaliação de Karine Bueno, head de Sustentabilidade do Santander Brasil, a parceria tem tudo para ser um divisor de águas no mercado de geração solar distribuída. “Não é de hoje que investimos e fomentamos as energias renováveis, por isso acreditamos que a parceria com uma grande empresa, presente em toda a cadeia de valor do setor elétrico, dará uma nova escala ao segmento”, afirma.

André Novaes, diretor da Santander Financiamentos, acrescenta que o banco tem a ferramenta adequada para atender à demanda com velocidade e qualidade. “As condições oferecidas aos clientes da EDP são especiais, o que torna a instalação um bom negócio para o cliente, com retorno garantido”, pondera André Novaes, diretor da Santander Financiamentos.

Sistema solar de microgeração

Avanços da geração solar distribuída no Brasil

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil possui 94,2 mil unidades de geração instaladas, gerando créditos para 118 mil unidades consumidoras. Em 2019, a capacidade instalada desse tipo de geração subiu 70,9%. A associação aponta que os consumidores residenciais lideram a lista em número de sistemas instalados, sendo responsáveis por 73,8% do total, seguidos dos setores de comércio e serviços, que, juntos, correspondem a 17,3%.

Foco em soluções de energia

A EDP possui uma unidade dedicada à implementação de empreendimentos solares de autoprodução e à geração distribuída para clientes comerciais e industriais. Desde 2017, a Companhia negociou 19 projetos de energia solar com aproximadamente 30 MWp de capacidade contratada.

Recentemente, a EDP inaugurou, em Itacarambi, Minas Gerais, o maior complexo de energia solar já implementado pela Empresa. Composto por duas usinas que totalizam 8,33 MWp, o parque solar vai garantir 100% do abastecimento energético do VillageMall, centro comercial localizado no Rio de Janeiro. Segundo a Multiplan, o empreendimento, com área de 240 mil metros quadrados, o equivalente a 24 campos de futebol, proporcionará uma economia de R$ 55 milhões ao longo de 10 anos”.

(A nota é firmada pela Llorentey Cuenca, Consultoria de Comunicação)

 

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EDITORIAL: Um péssimo exemplo de quem se diz fazedor de leis

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Quem cala, consente…

Por isso, quando se trata de discutir algum projeto na Câmara Municipal, há o estabelecimento da frase “aqueles que estiverem de acordo, permaneçam como estão”…

Na escola, dos tempos de crianças, a gente brincava de “Estátua”… Ninguém se mexia…

E é o que mais acontece com os chamados “legisladores” de nossa cidade.

Na hora de se discutir projetos, pelo menos os de interesse da população, pouco se fala, quase nada se produz…

Quando é o tempo de “pronunciamentos pessoais”, muitas das vezes realmente se tornam pessoais os pronunciamentos, nada em benefício do povo, do qual os 11 se dizem representantes e defensores.

Definir o acontecido na última sessão ordinária (o termo é esse mesmo, ordinária) seria um exercício de ginástica mental para encontrarmos algo razoavelmente leve para esse comentário.

Entretanto, preferimos não “ginasticar” muito. O fato, já público e patrocinado com dinheiro do povo, haja vista que – além das despesas normais de uma Casa de Leis – foi transmitido pela rede mundial de computadores e pelo canal de televisão da Net. Custeados com dinheiro público…

Um verdadeiro UFC verbal, envolvendo “no córner azul” o vereador Ronaldo Pipas e no “córner vermelho” o vereador Magrão, por ocasião dos pronunciamentos pessoais.

Pipas iniciou sua fala com certa tranquilidade, informando e agradecendo ações de seus pares a respeito de uma importante conquista para o pessoal do Vila Rica e adjacências.

Citou verbas destinadas e ações de companheiros, até que Magrão, do alto de seu topete, invocou-se com os agradecimentos e cismou de bater boca…

Meu saudoso pai dizia: “o berro é a arma de quem não tem tanta razão”…

Tentou, de todas as formas, impedir Ronaldo de se pronunciar, provocando-o a ponto de receber, em troco, alguns adjetivos interessantes…

Magrão elevou o tom, perdeu a já perdida compostura (antes desse embate sua voz, nas intervenções anteriores, transparecia insegurança com misto de pânico (ou medo…)).

Daí partiu para a ofensa frontal e desmedida, exigindo respeito sem se dar ao respeito, ofendendo à plateia, com sua ação totalmente descontrolada, discriminando os populares presentes ao recinto, acusando frontalmente a outro como falsificador…

O senhor presidente teve a enorme oportunidade de dar um “estátua!” em todo mundo, suspendendo a sessão, amparado pelo Regimento Interno…

Não o fez, permitindo que, sem trocadilho nenhum, o “boné véio” continuasse…

Panos quentes tentaram por os edis Roderlei e Negrão, mas não havia mais o que fazer, pois estava, praticamente, estabelecida a “casa d’irene”, com direito ao Magrão, diante do microfone e das lentes afirmar que a coisa era “F..a”. (Permitimos-nos abreviar para não faltarmos com o respeito aos leitores.

Mais uma vez, a Casa de Leis, na qual deveriam atuar os SENHORES REPRESENTANTES DO POVO, foi palco de baixarias, ofensas, suposto abuso de poder e plena falta de decoro parlamentar.

O estopim da luta verbal foi a designação de verbas por parte de parlamentares…

Briga idiota, estúpida mesmo, pois o dinheiro todo é fruto do suor do povo. Nem um dos envolvidos meteria a mão no bolso, ou na conta bancária, para destinar dinheiro seu (que, sem dúvida nenhuma, tem origem na mesma fonte que é o suor do povo) para se promover…

Daí vem o Magrão pedir uma reunião da mesa diretora, já que “eu sou vice-presidente”, para discutir sobre o que fazer com o Ronaldo Pipas…

O presidente, sem delongas, nem respondeu. Pegou seu boné, passou a régua, encerrou a sessão…

Pobre povo de Pindamonhangaba… Se tem representantes assim, para que ter mais inimigos?

Mesmo os que ficaram calados, perderam a grande chance de se manifestar em defesa do povo, exigindo a manutenção do abandonado decoro parlamentar…

Depois não adianta reclamar que estão apanhando muito nas redes sociais. Motivos sobram, provocados por eles mesmos…

Parece que Magrão faltou, ou “matou mesmo”, à aula sobre como se comportar diante de situações difíceis…

Recomendável é fazer um tratamento urgente de controle emocional. Do contrário, só o povo continuará perdendo, haja vista que, mesmo com tudo isso, continua no cargo, exercendo o mandato, remunerado pelos ofendidos num contexto geral.

Caberia, neste caso, uma retratação formal e pública, com humildade e reconhecimento de suas falhas e uma proposta de ouvir mais, pensar mais, calar mais e não ofender mais, jamais…

É o meu sentimento, como munícipe e profissional da Comunicação.

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista, MTb36001

RG 5.753.302-7.

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HOSPEDAGEM – O que você precisa entender antes de viajar

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(Foto: Acervo pessoal)

Atualmente há uma grande ação de marketing, por parte de sites especializados, incentivando aos cidadãos, de um modo geral, viajar quando de seus momentos de folgas ou férias, ou até em tempos de trabalhar viajando.

Por estes sites, uma infinidade de meios de hospedagem se cadastra e oferece todo tipo de recursos para acomodação dos turistas ou de profissionais cujas atividades demandem viagens por longos períodos.

Então surgem, nas ofertas, as famosas acomodações do tipo “cama e café” (pernoite e café da manhã), os hostels (normalmente utilizados por grupos organizados, haja vista a disponibilização de sanitários e banhos nem tanto exclusivos, como acontece no caso de apartamentos do tipo suíte).

Há, também, as pousadas, em sua maioria organizadas e configuradas dentro dos padrões exigidos pelas instituições legais, bem como os hotéis, os quais são seguidores das normas oficiais.

Como em todo tipo de comércio de bens ou serviços, aparecem, agora com mais frequência, as ofertas “incríveis” de acomodações a preços “diferenciados”, acessíveis, tentadores.

A verdadeira concorrência desleal e ilegal, haja vista, em quase sua totalidade, essas ofertas advirem de particulares nem tão conscientes de suas responsabilidades quanto ao atendimento adequado à verdadeira demanda. Nestes casos, muitas vantagens oferecidas nem existem, efetivamente.

O usuário dos serviços oferecidos, então, se torna refém da situação, pois em acreditando estar fazendo um bom negócio, economizando no investimento, não tem mais tempo suficiente para buscar outro atendimento adequado às suas expectativas.

Com isso, os empreendimentos inseridos nas normas e leis, cujos custos operacionais não são poucos, por conta de precisarem cumprir as exigências e prestar o atendimento anunciado, se veem prejudicados por essa concorrência desleal e, até, ilegal.

Os empresários do setor de hospedagem precisam recolher taxas e impostos, oferecer instalações seguras (inclusive sinalização e equipamentos de combate a incêndio), roupas de cama em tecido de algodão, profissionais treinados, itens de acessibilidade, chuveiros quente/frio, instalações sanitárias ideais, dentre muitos outros itens.

Obrigatoriedade, também, da emissão de nota fiscal de prestação de serviços, muitas vezes não exigida pelos clientes.

Acima de tudo, para o viajante ter uma referência ideal, recomenda-se verificar se o estabelecimento tem registro no CADASTUR do Ministério do Turismo. Esse registro é de caráter obrigatório para agências de turismo; meios de hospedagem; transportadoras turísticas; organizadoras de eventos; parques temáticos; acampamentos turísticos; e guias de turismo.

Muitos oportunistas “dão um trato” em um ou mais quartos de suas residências, disponibilizam em sites de hospedagem e não detém nenhum tipo de certificado que os autorize a vender serviços do ramo.

O viajante corre, inclusive, o risco de procurar o “senhor apartamento” e encontrar uma singela “quitinete de fundo de quintal” para se hospedar.

Nos casos irregulares, de modo geral, difícil será desfrutar da tecnologia WI-FI e de um bom, pelo menos, café da manhã. Sem contarmos o risco de, durante uma noite de chuva, acontecerem goteiras sobre a cama.

Há, inclusive, a prática de se locar unidades habitacionais em condomínios, contrariando – até – o Regimento Interno desses conglomerados de residências. Historicamente, muitos proprietários já se confessam arrependidos dessa prática, por causa dos estragos e/ou prejuízos causados pelos locatários. Sem considerarmos o risco à segurança dos demais moradores…

O que fazer?

Atentar para os anúncios, cuidar de encontrar referências de outras pessoas, seguir recomendações de amigos ou parentes; consultar os sites de proteção do consumidor; visitar o site do Ministério do Turismo e verificar, por exemplo, o Certificado Cadastur do estabelecimento. Consultar o COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) do município sede do estabelecimento também pode ser uma boa opção, se considerarmos o COMTUR como interessado no bom funcionamento das ações turísticas na cidade.

De experiência própria

Das nossas andanças, pelos tempos de trazer informações aos nossos leitores internautas, já vimos um pouco de quase tudo. Isso porque, para experimentarmos mesmo, não nos preocupamos com as indicações de amigos ou terceiros. Fomos, explicitamente, no escuro.

Locais barulhentos, sem acessibilidade, sanitários danificados, descargas idem, roupas de cama muito surradas, toalhas indescritíveis. Isso para ficarmos em poucos detalhes.

Por outro lado, encontramos locais simplesmente agradabilíssimos. Limpeza impecável, muitas vezes apesar da simplicidade. Pessoal educado, sabedor do que fazer, alegre e disponível a todo momento.

Verdadeiros banquetes nos cafés da manhã e, de quebra, um “lanchinho” à tarde ou o chazinho com biscoitos antes de nos recolhermos. Wi-Fi funcionando mesmo! Isso é ponto de destaque para nós, jornalistas…

A diferença é gritante, mesmo entre estabelecimentos “dentro da lei”.

Recente nota 10

Um fator que nos move a pesquisar, já há algum tempo pós-experiências no escuro, é o custo/benefício.

Imaginemos a necessidade de um pernoite, num segmento de viagem até o local de nossas atividades. Para que precisaríamos de um palacete? Basta-nos cama confortável, sanitários e banho “nos trinques”, segurança (inclusive para o nosso carro), silêncio na madrugada, wi-fi (sempre ele), atendimento profissional. Isso gera, incondicionalmente, vontade de voltar.

Aconteceu conosco, e compartilhamos agora, a nossa primeira estadia no IBIS Budget, instalado próximo à Rodovia Presidente Dutra, em Lorena, ao lado do Eco Valle Shopping e da Havan, aquela megastore que tem a réplica da Estátua da Liberdade.

Experimentalmente, fizemos a reserva pelo site Booking.com, ligamos, como precaução, para o hotel, confirmamos os detalhes, não fizemos pagamento antecipado. Aliás, as reservas podem ser diretamente pelo telefone do estabelecimento ((12 ) 30421100).

Em nossa chegada, notamos a prestativa equipe de atendimento, formada por jovens muito bem capacitados e habilitados. Estabelecimento dentro das modernas normas de construção civil, arejado, dotado de boa iluminação natural e artificial, elevadores inteligentes, acessibilidade, silêncio e boas acomodações, com tarifa bem inferior a muitas ofertas de mercado. Com Wi-Fi de alta velocidade em cada propriedade, como são denominados, lá, os apartamentos.

Há o cuidado quanto à preservação ambiental.

Nosso cantinho foi o suficiente para nos sentirmos acomodados, seguros e bem atendidos, para o descanso necessário de quem trabalha.

Não ficamos para o café da manhã, cujo custo é cobrado em separado, por isso não comentamos a respeito.

Seguimos viagem, no dia seguinte, satisfeitos e com intenção de bem recomendar esse meio.

Aos empreendedores interessados em prestar o melhor atendimento, como já o fazem, dentro do que é regulamentado, recomendamos consultar seus profissionais de contabilidade e o Conselho de Turismo das suas cidades para se adequarem à normas, garantindo melhores referências às suas atividades.

Afinal, bom é compartilhar o que é bom.

Marcos Ivan de Carvalho, Jornalista MTb36001, Gestor de Turismo, Diretor do Canal39.

 

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