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EDITORIAL: Energia limpa mais acessível

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EDITORIAL: Energia limpa mais acessível

Algumas vezes o empreendedor já bastante experiente ou, até, o que inicia uma caminha pelos espaços do próprio comércio ou prestação de serviços, se depara com alguns aparentes riscos na formatação dos seus custos, haja vista a oscilação no mercado fornecedor de insumos necessários para sua atividade ser, efetivamente, bem desenvolvida.

Como temos muitos amigos e parceiros que atuam no trade turístico, e esse é um segmento das atividades econômicas em destaque e em alta, publicamos, a seguir, o inteiro teor de uma nota distribuída pela concessionária dos serviços de eletricidade em algumas regiões do Estado de São Paulo.

Por meio dessa nota é possível verificar que a empresa se insere, decididamente, no campo dos ofertantes de serviços e tecnologia no intuito, logicamente, de conquistar novos segmentos e contribuir para o progresso dos clientes alvo.

Os nossos cumprimentos à EDP Smart e ao Santander, que soma sua marca nessa importante parceria.

O teor pleno da nota é o seguinte:

EDP Smart e Santander lançam financiamento para aquisição de sistemas de energia solar

Compra de painéis fotovoltaicos pode ser feita por consumidores residenciais e pequenos negócios, clientes do banco ou não, com juros a partir de 0,79% e pagamento em até 60 vezes; contratação é realizada pelo site edpsmart.com.br/residencias/solar

São Paulo, outubro de 2019 – A EDP Smart, divisão que reúne o portfólio de soluções em energia da EDP, e a Santander Financiamentos, fecharam uma parceria para oferecer aos clientes da companhia de energia uma linha de crédito específica para aquisição de painéis e sistemas fotovoltaicos. Com taxas a partir de 0,79% ao mês e prazo de até 60 meses, o financiamento está disponível para consumidores residenciais e pequenos negócios, correntistas do banco ou não, nas áreas de concessão da EDP em São Paulo e no Espírito Santo

No site edpsmart.com.br/residencias/solar, um simulador aponta a economia mensal estimada com o sistema solar, o número de módulos necessários para atender o consumo de energia do cliente, além do valor e tempo de retorno do investimento.  As transações serão 100% digitais, feitas de maneira simples e ágil. A oferta será ampliada para as demais regiões do Brasil, de acordo com a estratégia de expansão da EDP.

A análise de crédito do cliente que solicitar o financiamento do sistema fotovoltaico leva em conta fatores como risco de crédito e o seu relacionamento com o banco. Após a aprovação do financiamento, a EDP envia um técnico até o cliente para estudar o local de implantação e desenvolver o projeto. A instalação é feita em até 30 dias úteis, considerando um projeto residencial de até 12 kWp. A EDP fica responsável pela implantação e operação do sistema, cuja vida útil é de 25 anos.

O sistema de geração distribuída permite que o cliente gere sua própria energia, limpa e renovável, e “devolva” o excedente para a rede de distribuição nos horários de não utilização, além de poder contar com o sistema da concessionária quando necessitar. Os resultados para o usuário são visíveis na conta de energia elétrica, que, inclusive, fica protegida contra as variações tarifárias.

“O Brasil superou recentemente a marca de 1 GW de capacidade instalada de geração distribuída, dado que reforça a importância do setor para a Companhia. Queremos oferecer aos consumidores a possibilidade de adquirir painéis solares com facilidade e rapidez, como a parceria entre EDP Smart e Santander Financiamentos proporciona”, destaca Carlos Andrade, vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da EDP Brasil.

Na avaliação de Karine Bueno, head de Sustentabilidade do Santander Brasil, a parceria tem tudo para ser um divisor de águas no mercado de geração solar distribuída. “Não é de hoje que investimos e fomentamos as energias renováveis, por isso acreditamos que a parceria com uma grande empresa, presente em toda a cadeia de valor do setor elétrico, dará uma nova escala ao segmento”, afirma.

André Novaes, diretor da Santander Financiamentos, acrescenta que o banco tem a ferramenta adequada para atender à demanda com velocidade e qualidade. “As condições oferecidas aos clientes da EDP são especiais, o que torna a instalação um bom negócio para o cliente, com retorno garantido”, pondera André Novaes, diretor da Santander Financiamentos.

Sistema solar de microgeração

Avanços da geração solar distribuída no Brasil

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil possui 94,2 mil unidades de geração instaladas, gerando créditos para 118 mil unidades consumidoras. Em 2019, a capacidade instalada desse tipo de geração subiu 70,9%. A associação aponta que os consumidores residenciais lideram a lista em número de sistemas instalados, sendo responsáveis por 73,8% do total, seguidos dos setores de comércio e serviços, que, juntos, correspondem a 17,3%.

Foco em soluções de energia

A EDP possui uma unidade dedicada à implementação de empreendimentos solares de autoprodução e à geração distribuída para clientes comerciais e industriais. Desde 2017, a Companhia negociou 19 projetos de energia solar com aproximadamente 30 MWp de capacidade contratada.

Recentemente, a EDP inaugurou, em Itacarambi, Minas Gerais, o maior complexo de energia solar já implementado pela Empresa. Composto por duas usinas que totalizam 8,33 MWp, o parque solar vai garantir 100% do abastecimento energético do VillageMall, centro comercial localizado no Rio de Janeiro. Segundo a Multiplan, o empreendimento, com área de 240 mil metros quadrados, o equivalente a 24 campos de futebol, proporcionará uma economia de R$ 55 milhões ao longo de 10 anos”.

(A nota é firmada pela Llorentey Cuenca, Consultoria de Comunicação)

 

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EDITORIAL: Um péssimo exemplo de quem se diz fazedor de leis

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Quem cala, consente…

Por isso, quando se trata de discutir algum projeto na Câmara Municipal, há o estabelecimento da frase “aqueles que estiverem de acordo, permaneçam como estão”…

Na escola, dos tempos de crianças, a gente brincava de “Estátua”… Ninguém se mexia…

E é o que mais acontece com os chamados “legisladores” de nossa cidade.

Na hora de se discutir projetos, pelo menos os de interesse da população, pouco se fala, quase nada se produz…

Quando é o tempo de “pronunciamentos pessoais”, muitas das vezes realmente se tornam pessoais os pronunciamentos, nada em benefício do povo, do qual os 11 se dizem representantes e defensores.

Definir o acontecido na última sessão ordinária (o termo é esse mesmo, ordinária) seria um exercício de ginástica mental para encontrarmos algo razoavelmente leve para esse comentário.

Entretanto, preferimos não “ginasticar” muito. O fato, já público e patrocinado com dinheiro do povo, haja vista que – além das despesas normais de uma Casa de Leis – foi transmitido pela rede mundial de computadores e pelo canal de televisão da Net. Custeados com dinheiro público…

Um verdadeiro UFC verbal, envolvendo “no córner azul” o vereador Ronaldo Pipas e no “córner vermelho” o vereador Magrão, por ocasião dos pronunciamentos pessoais.

Pipas iniciou sua fala com certa tranquilidade, informando e agradecendo ações de seus pares a respeito de uma importante conquista para o pessoal do Vila Rica e adjacências.

Citou verbas destinadas e ações de companheiros, até que Magrão, do alto de seu topete, invocou-se com os agradecimentos e cismou de bater boca…

Meu saudoso pai dizia: “o berro é a arma de quem não tem tanta razão”…

Tentou, de todas as formas, impedir Ronaldo de se pronunciar, provocando-o a ponto de receber, em troco, alguns adjetivos interessantes…

Magrão elevou o tom, perdeu a já perdida compostura (antes desse embate sua voz, nas intervenções anteriores, transparecia insegurança com misto de pânico (ou medo…)).

Daí partiu para a ofensa frontal e desmedida, exigindo respeito sem se dar ao respeito, ofendendo à plateia, com sua ação totalmente descontrolada, discriminando os populares presentes ao recinto, acusando frontalmente a outro como falsificador…

O senhor presidente teve a enorme oportunidade de dar um “estátua!” em todo mundo, suspendendo a sessão, amparado pelo Regimento Interno…

Não o fez, permitindo que, sem trocadilho nenhum, o “boné véio” continuasse…

Panos quentes tentaram por os edis Roderlei e Negrão, mas não havia mais o que fazer, pois estava, praticamente, estabelecida a “casa d’irene”, com direito ao Magrão, diante do microfone e das lentes afirmar que a coisa era “F..a”. (Permitimos-nos abreviar para não faltarmos com o respeito aos leitores.

Mais uma vez, a Casa de Leis, na qual deveriam atuar os SENHORES REPRESENTANTES DO POVO, foi palco de baixarias, ofensas, suposto abuso de poder e plena falta de decoro parlamentar.

O estopim da luta verbal foi a designação de verbas por parte de parlamentares…

Briga idiota, estúpida mesmo, pois o dinheiro todo é fruto do suor do povo. Nem um dos envolvidos meteria a mão no bolso, ou na conta bancária, para destinar dinheiro seu (que, sem dúvida nenhuma, tem origem na mesma fonte que é o suor do povo) para se promover…

Daí vem o Magrão pedir uma reunião da mesa diretora, já que “eu sou vice-presidente”, para discutir sobre o que fazer com o Ronaldo Pipas…

O presidente, sem delongas, nem respondeu. Pegou seu boné, passou a régua, encerrou a sessão…

Pobre povo de Pindamonhangaba… Se tem representantes assim, para que ter mais inimigos?

Mesmo os que ficaram calados, perderam a grande chance de se manifestar em defesa do povo, exigindo a manutenção do abandonado decoro parlamentar…

Depois não adianta reclamar que estão apanhando muito nas redes sociais. Motivos sobram, provocados por eles mesmos…

Parece que Magrão faltou, ou “matou mesmo”, à aula sobre como se comportar diante de situações difíceis…

Recomendável é fazer um tratamento urgente de controle emocional. Do contrário, só o povo continuará perdendo, haja vista que, mesmo com tudo isso, continua no cargo, exercendo o mandato, remunerado pelos ofendidos num contexto geral.

Caberia, neste caso, uma retratação formal e pública, com humildade e reconhecimento de suas falhas e uma proposta de ouvir mais, pensar mais, calar mais e não ofender mais, jamais…

É o meu sentimento, como munícipe e profissional da Comunicação.

Marcos Ivan de Carvalho

Jornalista, MTb36001

RG 5.753.302-7.

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HOSPEDAGEM – O que você precisa entender antes de viajar

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(Foto: Acervo pessoal)

Atualmente há uma grande ação de marketing, por parte de sites especializados, incentivando aos cidadãos, de um modo geral, viajar quando de seus momentos de folgas ou férias, ou até em tempos de trabalhar viajando.

Por estes sites, uma infinidade de meios de hospedagem se cadastra e oferece todo tipo de recursos para acomodação dos turistas ou de profissionais cujas atividades demandem viagens por longos períodos.

Então surgem, nas ofertas, as famosas acomodações do tipo “cama e café” (pernoite e café da manhã), os hostels (normalmente utilizados por grupos organizados, haja vista a disponibilização de sanitários e banhos nem tanto exclusivos, como acontece no caso de apartamentos do tipo suíte).

Há, também, as pousadas, em sua maioria organizadas e configuradas dentro dos padrões exigidos pelas instituições legais, bem como os hotéis, os quais são seguidores das normas oficiais.

Como em todo tipo de comércio de bens ou serviços, aparecem, agora com mais frequência, as ofertas “incríveis” de acomodações a preços “diferenciados”, acessíveis, tentadores.

A verdadeira concorrência desleal e ilegal, haja vista, em quase sua totalidade, essas ofertas advirem de particulares nem tão conscientes de suas responsabilidades quanto ao atendimento adequado à verdadeira demanda. Nestes casos, muitas vantagens oferecidas nem existem, efetivamente.

O usuário dos serviços oferecidos, então, se torna refém da situação, pois em acreditando estar fazendo um bom negócio, economizando no investimento, não tem mais tempo suficiente para buscar outro atendimento adequado às suas expectativas.

Com isso, os empreendimentos inseridos nas normas e leis, cujos custos operacionais não são poucos, por conta de precisarem cumprir as exigências e prestar o atendimento anunciado, se veem prejudicados por essa concorrência desleal e, até, ilegal.

Os empresários do setor de hospedagem precisam recolher taxas e impostos, oferecer instalações seguras (inclusive sinalização e equipamentos de combate a incêndio), roupas de cama em tecido de algodão, profissionais treinados, itens de acessibilidade, chuveiros quente/frio, instalações sanitárias ideais, dentre muitos outros itens.

Obrigatoriedade, também, da emissão de nota fiscal de prestação de serviços, muitas vezes não exigida pelos clientes.

Acima de tudo, para o viajante ter uma referência ideal, recomenda-se verificar se o estabelecimento tem registro no CADASTUR do Ministério do Turismo. Esse registro é de caráter obrigatório para agências de turismo; meios de hospedagem; transportadoras turísticas; organizadoras de eventos; parques temáticos; acampamentos turísticos; e guias de turismo.

Muitos oportunistas “dão um trato” em um ou mais quartos de suas residências, disponibilizam em sites de hospedagem e não detém nenhum tipo de certificado que os autorize a vender serviços do ramo.

O viajante corre, inclusive, o risco de procurar o “senhor apartamento” e encontrar uma singela “quitinete de fundo de quintal” para se hospedar.

Nos casos irregulares, de modo geral, difícil será desfrutar da tecnologia WI-FI e de um bom, pelo menos, café da manhã. Sem contarmos o risco de, durante uma noite de chuva, acontecerem goteiras sobre a cama.

Há, inclusive, a prática de se locar unidades habitacionais em condomínios, contrariando – até – o Regimento Interno desses conglomerados de residências. Historicamente, muitos proprietários já se confessam arrependidos dessa prática, por causa dos estragos e/ou prejuízos causados pelos locatários. Sem considerarmos o risco à segurança dos demais moradores…

O que fazer?

Atentar para os anúncios, cuidar de encontrar referências de outras pessoas, seguir recomendações de amigos ou parentes; consultar os sites de proteção do consumidor; visitar o site do Ministério do Turismo e verificar, por exemplo, o Certificado Cadastur do estabelecimento. Consultar o COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) do município sede do estabelecimento também pode ser uma boa opção, se considerarmos o COMTUR como interessado no bom funcionamento das ações turísticas na cidade.

De experiência própria

Das nossas andanças, pelos tempos de trazer informações aos nossos leitores internautas, já vimos um pouco de quase tudo. Isso porque, para experimentarmos mesmo, não nos preocupamos com as indicações de amigos ou terceiros. Fomos, explicitamente, no escuro.

Locais barulhentos, sem acessibilidade, sanitários danificados, descargas idem, roupas de cama muito surradas, toalhas indescritíveis. Isso para ficarmos em poucos detalhes.

Por outro lado, encontramos locais simplesmente agradabilíssimos. Limpeza impecável, muitas vezes apesar da simplicidade. Pessoal educado, sabedor do que fazer, alegre e disponível a todo momento.

Verdadeiros banquetes nos cafés da manhã e, de quebra, um “lanchinho” à tarde ou o chazinho com biscoitos antes de nos recolhermos. Wi-Fi funcionando mesmo! Isso é ponto de destaque para nós, jornalistas…

A diferença é gritante, mesmo entre estabelecimentos “dentro da lei”.

Recente nota 10

Um fator que nos move a pesquisar, já há algum tempo pós-experiências no escuro, é o custo/benefício.

Imaginemos a necessidade de um pernoite, num segmento de viagem até o local de nossas atividades. Para que precisaríamos de um palacete? Basta-nos cama confortável, sanitários e banho “nos trinques”, segurança (inclusive para o nosso carro), silêncio na madrugada, wi-fi (sempre ele), atendimento profissional. Isso gera, incondicionalmente, vontade de voltar.

Aconteceu conosco, e compartilhamos agora, a nossa primeira estadia no IBIS Budget, instalado próximo à Rodovia Presidente Dutra, em Lorena, ao lado do Eco Valle Shopping e da Havan, aquela megastore que tem a réplica da Estátua da Liberdade.

Experimentalmente, fizemos a reserva pelo site Booking.com, ligamos, como precaução, para o hotel, confirmamos os detalhes, não fizemos pagamento antecipado. Aliás, as reservas podem ser diretamente pelo telefone do estabelecimento ((12 ) 30421100).

Em nossa chegada, notamos a prestativa equipe de atendimento, formada por jovens muito bem capacitados e habilitados. Estabelecimento dentro das modernas normas de construção civil, arejado, dotado de boa iluminação natural e artificial, elevadores inteligentes, acessibilidade, silêncio e boas acomodações, com tarifa bem inferior a muitas ofertas de mercado. Com Wi-Fi de alta velocidade em cada propriedade, como são denominados, lá, os apartamentos.

Há o cuidado quanto à preservação ambiental.

Nosso cantinho foi o suficiente para nos sentirmos acomodados, seguros e bem atendidos, para o descanso necessário de quem trabalha.

Não ficamos para o café da manhã, cujo custo é cobrado em separado, por isso não comentamos a respeito.

Seguimos viagem, no dia seguinte, satisfeitos e com intenção de bem recomendar esse meio.

Aos empreendedores interessados em prestar o melhor atendimento, como já o fazem, dentro do que é regulamentado, recomendamos consultar seus profissionais de contabilidade e o Conselho de Turismo das suas cidades para se adequarem à normas, garantindo melhores referências às suas atividades.

Afinal, bom é compartilhar o que é bom.

Marcos Ivan de Carvalho, Jornalista MTb36001, Gestor de Turismo, Diretor do Canal39.

 

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EDITORIAL: Caminhabilidade completa e reforça a Acessibilidade

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Um dos grandes temas a ser intensamente considerado, discutido e tratado com a atenção e conhecimentos necessários, não só em Pindamonhangaba, mas, também, em qualquer município onde a Gestão Pública se confirme como efetivamente comprometida com as modernas normas do ordenamento público é, sem dúvida alguma, a Caminhabilidade.

Muito se fala em Acessibilidade, contemplando-se esforços em cumprir normas estabelecidas para atendimento aos cidadãos com algum tipo de necessidade especial e sua maior e melhor inserção social.

Caminhabilidade é, no sentido amplo do termo, a condição oferecida a todos os cidadãos de um município no intuito destes poderem gozar de conforto, segurança e infraestrutura adequada para transitar, a pé, pelos diversos pontos da cidade. Isto, naturalmente, estende-se como benefício e garantia aos turistas.

Em Pindamonhangaba, atualmente se cuida da adequação do Plano Diretor do Município, com encontros de grupos técnicos, focando a modernização do texto legal.

No trabalho elaborado pela Geo Brasilis, empresa contratada para fazer o levantamento das condições atuais e trabalhar na adequação necessária, consta o seguinte:

6.2.6.1. Transporte a pé

As calçadas e passeios, além da infraestrutura de transposição de barreiras, como passagens inferiores e em nível, e os pontos de travessia de pedestres, constituem o sistema de transporte a pé do município.

Em campo, foi possível observar as seguintes características relacionadas ao sistema pedonal:

A topografia na principal área urbanizada é plana, favorável aos deslocamentos a pé (…);

Grande parte dos passeios é descontínua, com ausência em alguns trechos (…); Carência de padrão dimensional, tanto na área central quanto nos bairros, além de obstáculos que impedem a passagem (…);

Calçadas com superfícies irregulares (…) e infraestrutura incipiente voltada à acessibilidade, notadamente nos bairros mais afastados do centro.

………

O município de Pindamonhangaba conta com legislações que tratam das diretrizes e responsabilidades sobre a construção e a manutenção do passeio, a saber:

Lei Municipal nº 1.746/1981 – Dispõe sobre a construção e conservação dos passeios;

Lei Municipal nº 1.859/1983 – Proíbe o plantio de árvores que danificam calçadas e muros;

Lei Municipal nº 1955/1984 – Dispõe sobre a construção de calçadas e dá outras providências; e

Lei Municipal nº 2.490/1990 – Dispõe sobre a limpeza de terrenos e construções de calçadas. As normas em vigor são genéricas e não tratam das dimensões mínimas nem detalham as condicionantes construtivas e os prazos para sua regularização, o que evidencia a carência de ações para assegurar a livre circulação de pessoas, em especial dos portadores de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida. Para tanto, cabe o município prever legislação específica e proceder com a conscientização e fiscalização dos passeios, de tal modo a implantar os dispositivos já estabelecidos pelas Normas Federais de Acessibilidade, ABNT NBR 9050/2015 e NBR 16537/2016 ou as que vierem a lhes substituir”.

(Obs.:No inteiro teor, os parênteses indicam fotos com exemplos das situações comentadas).

Atualmente, os setores competentes da Prefeitura de Pindamonhangaba realizam serviços de sinalização horizontal nas vias públicas, constroem/reformam rampas de acesso em diversos pontos das calçadas. Entretanto, pelo que se pode observar, o critério eletivo para determinação dos locais e a execução das rampas, propriamente dito, não tem embasamento definitivo nas normas.

Simplesmente para exemplificarmos:

No cruzamento da Avenida Alburquerque Lins com a Rua Laerte Machado Guimarães (na chamada “esquina da Telesp”) há a seguinte configuração:

1 – Calçada da empresa de telefonia: rampa construída/reformada sobre uma tampa de poço de inspeção;

2 – Calçada oposta, rampa “abaulada” em um dos lados, por conta da irregularidade do piso da calçada.

Reprodução Google Maps com anotações da redação do Canal39

Foto: Google.com/maps

Como referimos, a Caminhabilidade é considerada fortemente, quando da avaliação pelos especialistas em Turismo, para indicação dos chamados “City Tours à pé”, pelo centro das cidades.

Por isso, há que se cuidar, exaustivamente, do desenvolvimento de recursos e ferramentas, além de legislação adequada, para que Pindamonhangaba se enquadre no rol das cidades preocupadas com o conforto dos cidadãos locais e turistas. Assim, mesmo em não havendo, ainda, a conquista da Certificação como MIT – Município de Interesse Turístico, é possível consagrar o esforço e a dedicação de todos para melhor inserção do nome da cidade nos roteiros programados.

Para isso acontecer, além do Executivo realmente se debruçar sobre o tema com intenções as melhores possíveis, indispensável é a presença e a participação ativa do COMTUR – Conselho Municipal de Turismo para deliberar o que, definitivamente, pode vir a ser melhor para a cidade, dentro do seu foco apolítico, apartidário e impessoal.

Fica a dica.

Marcos Ivan de Carvalho – Jornalista Profissional MTb36001

Gestor de Turismo

Diretor do Canal39

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